Lisboa Cuida+: construir um caminho partilhado para o cuidado
A iniciativa Lisboa Cuida+, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa, em parceria com o Instituto Padre António Vieira (IPAV), realizou o encontro “Cuidar, um caminho partilhado”, dedicado à reflexão sobre os desafios do cuidado informal e à importância de construir respostas mais próximas, colaborativas e centradas nas necessidades de quem cuida e de quem é cuidado.
O encontro reuniu diferentes profissionais, organizações e participantes ligados à área do cuidado, proporcionando um espaço de diálogo, partilha de experiências e reflexão conjunta sobre os desafios enfrentados pelos cuidadores informais e sobre o papel das redes de apoio.
Ao longo do dia, foram dinamizados vários momentos de reflexão e atividades participativas, procurando sensibilizar para a complexidade do cuidado, valorizar o papel dos cuidadores informais e reforçar a importância da colaboração entre pessoas, instituições e comunidade.
Cuidar, um caminho partilhado
A sessão de abertura contou com a participação de Sofia Athayde, Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, e de Rui Nunes da Silva, Presidente do Instituto Padre António Vieira.
Seguiu-se a conversa “Cuidar, um caminho partilhado”, que reuniu diferentes perspetivas sobre os desafios do cuidado e a necessidade de desenvolver respostas articuladas e ajustadas às realidades de quem cuida.
O momento contou com a participação de Carla Ribeirinho, da Universidade de Lisboa e do Centro de Administração e Políticas Públicas do ISCSP, Paula Guimarães, da Plataforma Portuguesa de Suporte ao Cuidador Informal, e Joana Carrilho da Silva, gestora de projeto e consultora na área do cuidado.
A conversa permitiu refletir sobre a importância de reconhecer o papel dos cuidadores informais, compreender as suas necessidades e promover uma maior articulação entre os diferentes recursos e respostas existentes na comunidade.
Experimentar e refletir sobre os desafios do cuidado
Um dos elementos centrais do encontro foi a componente participativa, que convidou os participantes a explorar diferentes dimensões do cuidado através de experiências práticas e momentos de reflexão.
A dinâmica “Preconceitos sobre a pessoa cuidada” promoveu o debate a partir de pequenos filmes, incentivando a reflexão sobre as ideias e perceções que influenciam a forma como olhamos para as pessoas em situação de dependência.
No “Arquipélago do Cuidado”, os participantes foram envolvidos num jogo dedicado à reflexão sobre as relações, os desafios e os recursos associados ao cuidado.
O escape room “O descanso do Cuidador Informal” colocou em destaque uma das necessidades frequentemente identificadas por quem cuida: a importância de encontrar tempo e condições para descansar, reconhecendo o descanso como uma dimensão essencial do bem-estar dos cuidadores.
Já o “Jogo da Glória – O caminho do cuidado” convidou os participantes a percorrer diferentes situações e desafios relacionados com a experiência de cuidar, estimulando a reflexão e a partilha.
Estas atividades permitiram abordar o cuidado a partir de diferentes perspetivas, valorizando a experiência dos participantes e promovendo uma compreensão mais abrangente das necessidades de quem cuida e de quem é cuidado.
Fortalecer redes e construir respostas em conjunto
O programa incluiu ainda a apresentação da plataforma “Lisboa Cidade de Aprendizagem”, pela equipa da Rede Lisboa Cidade de Aprendizagem, e um momento de partilha das principais conclusões do encontro.
Ao longo das diferentes intervenções e atividades, destacou-se a importância de olhar para o cuidado como uma responsabilidade que ultrapassa a esfera individual e familiar, exigindo o envolvimento de diferentes atores e recursos da comunidade.
O encontro reforçou, assim, a necessidade de promover uma maior proximidade entre cuidadores, profissionais, organizações e serviços, criando condições para respostas mais integradas e ajustadas às diferentes situações de cuidado.
Cuidar não deve ser um percurso solitário. Reconhecer as necessidades de quem cuida, valorizar o seu contributo e fortalecer as redes de apoio são passos essenciais para construir comunidades mais atentas, solidárias e capazes de cuidar.
Álbum completo em https://flic.kr/s/aHBqjD6thH
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